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2022 deve ser igual ao que passou: “Eu não brinquei, você também não brincou”

É um dilema! Por um lado, a alegria reprimida que, em condições normais, já é enorme em face das vicissitudes da vida, amplificou em proporções abissais devido ao Coronavírus, que proibiu o povo sair de casa. Nada como o Carnaval para liberar essa torrente de frustações e, não menos importante, impulsionar a economia combalida. Coloco-me na pele desde a dos industriais da bebida, da hotelaria, dos operadores do turismo até na do vendedor de churrasquinho, de missangas e balangandãs.

Por outro lado, não se justifica ter prendido todo mundo em casa e liberar no Carnaval, festa pagã em que boa parte das pessoas livram-se das amarras sociais e interagem da forma a mais íntima possível, trocando salivas a torto e a direito e outros fluidos mais, o que contribuirá para a disseminação do coronga, se estiver — como deverá estar — à espreita. Aí, gente, a coisa pode desandar de vez. A conta do “fique em casa, a economia a gente vê depois” chegou. Salgada. Imagina se tiver de trancar todo mundo de novo!

Também não gostaria de estar na pele das autoridades deste país cuja política dá náuseas, uma vez que a hipocrisia é que reina, soberana, nesse palco. Como hienas que farejam freneticamente a carniça, utilizam a pandemia como palanque, não causando admiração se muitos torcerem para a mortandade do povo em proveito próprio caso seja seu desafeto o responsável pela liberação dos festejos de Momo.
Pelo sim, pelo não, acho que não devia ter Carnaval em lugar algum este ano. Mesma opinião de médicos, que afirmam que só devia ser realizado se, no mínimo, 80% da população estivesse vacinada (ideal seria de 90%, acentuam eles), lembrando que em 1/12 próximo passado, o esquema vacinal (2 doses) no Brasil encontrava-se no patamar de 63% e, pior: menos de 8% tomaram a terceira dose (reforço). Além disso, lembram também da 4ª onda que está afetando os EUA, países da Europa (Holanda, Alemanha, Áustria, entre outros) e Ásia.

“Aquela fantasia que eu comprei fica guardada, a sua também, fica pendurada…”

Publicado em dezembro/2021