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Espírito Santo pujante

O Estado do Espírito Santo, hoje, merece nota elogiosa em comparação com outros entes federativos. Entre as 27 unidades da federação, o Espírito Santo ocupa a 23ª posição em tamanho territorial, e apesar dessa pequenez geográfica destaca-se por uma administração eficiente e por indicadores que avançam a olhos vistos. É um Estado cuidado, organizado, disciplinado na gestão fiscal e capaz de manter investimentos. Em comparação com outros coirmãos, o Espírito Santo apresenta desempenho superior em áreas como segurança pública, equilíbrio das contas, infraestrutura logística e qualidade dos serviços urbanos.

Os dados mais recentes disponíveis para o PIB, divulgados agora em novembro pelo Instituto Jones dos Santos Neves, em parceria com o IBGE, referem-se ao ano de 2023. Nessa base, o PIB estadual totalizou R$ 209,8 bilhões, com um crescimento real de 3,4% em relação a 2022, superando a média nacional de 3,2%. O PIB per capita, calculado com base na população estimada para o período, foi de R$ 54.733 por habitante, posicionando o estado na 9ª colocação no ranking nacional (acentue-se: 9º entre 27). Dados preliminares de 2024, ainda não consolidados, indicam crescimento bem maior: 4,8%.

A sensação de desenvolvimento é estampada nas rodovias bem mantidas, na rede escolar estruturada, na expansão portuária que impulsiona a economia e no ambiente de previsibilidade que atrai empresas. Mesmo quem discorde de rumos ideológicos consegue reconhecer que há um padrão de continuidade administrativa que torna possível essa evolução.

O ponto é que essa pujança não deveria se restringir às cidades maiores. Municípios pequenos, como Bom Jesus do Norte, poderiam se conectar mais intensamente ao ciclo de crescimento estadual. Uma cidade compacta e densa pode se beneficiar de políticas de mobilidade, de incentivos ao comércio, da aproximação a polos regionais, da modernização dos serviços públicos e da busca por espaços econômicos, em especial na sua vocação agrícola. Aproveitar esse momento exige mais do que esperar a ajuda do governo estadual: requer iniciativa local, planejamento, vontade administrativa e a capacidade de enxergar que pequenas cidades também podem ser protagonistas quando se estruturam para isso.

O Espírito Santo tem mostrado que é possível crescer com responsabilidade e constância. Cabe aos municípios, inclusive os mais discretos como o nosso, entender que quando o cavalo passa arreado não se deve perder a chance de pular no seu lombo. Com visão prática e compromisso com o futuro, dá para transformar a escala reduzida de nossa cidade em vantagem, sempre tendo em vista tratar-se da antepenúltima ou penúltima em extensão territorial e, no entanto, talvez a mais (ou uma das mais) densamente povoadas no perímetro urbano.