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Bolsonaro é censurado por ser sincero, mas a demagogia é louvada desde 2003

Quem nunca faltou com o respeito a uma mulher ou a um homem? Quem nunca disse em algum momento da vida palavras ofensivas a um negro, a um pardo, a um branco, a um mulato, a um índio? A um gay ou lésbica, a um trans, a um hétero? Quem nunca fez piada com as características proeminentes de alguém? Quem nunca foi infeliz em alguma declaração? Quem, dentre nós, tem a legitimidade de atirar a primeira pedra?

Será que somos tão perfeitos a ponto de não compreendermos as fraquezas e falhas dos nossos semelhantes? Será que se você fosse o tempo todo assediado pela imprensa, principalmente pela grande mídia manipuladora controlada por jornalistas doutrinados nas universidades pela esquerda destrutiva durante tanto tempo, também não seria infeliz em algumas declarações? “O pau que dá em Chico dá em Francisco”, mas os socialistas de araque contrariam o ditado (não me refiro aos progressistas intelectualmente honestos, cumpre-me ressaltar). Em conversa grampeada entre o chefão dessa turma do barulho — o condenado pela Lava Jato Luis Inácio Lula da Silva e o ex-ministro Paulo Vannucchi, gravada em março de 2016 pela Polícia Federal — Lula dizia que estava colocando Fátima Bezerra e Maria do Rosário, duas parlamentares do PT, para acompanharem de perto um dos procuradores que o investigavam, Douglas Kirchner. No diálogo, Lula se referiu às feministas do partido de forma grosseira e vulgar: “Cadê as mulheres do grelo duro do nosso partido?”, perguntou o condenado. E para a Ministra Rosa Weber, do STF: “Se homem não tem saco, quem sabe uma mulher corajosa possa fazer o que os homens não fizeram?”

Vozes hipócritas simplesmente amenizaram a fala do condenado. Uma escritora feminista (pesquisem no Google) defendeu Lula dizendo serem falas comuns dos nordestinos: “Essa expressão é muito utilizada no Nordeste e é sinônimo de mulher forte. Se Lula dissesse que um homem é ‘pica grossa’, por exemplo, não causaria nenhum espanto. Isso reflete o lugar destinado ao corpo feminino em nossa sociedade e quais são as qualidades impostas a esse corpo, tais como fragilidade e docilidade”.

Ou seja, “pica grossa”, “grelo duro” e “homem sem saco”, para esta feminista, são expressões corriqueiras e próprias para um diálogo político entre um ex-presidente e um ex-ministro, mesmo que reduzam as pessoas nominadas como tais a um pênis, um saco escrotal, uma vagina e um clitóris. Imaginem se ela teria a mesma opinião se fosse Bolsonaro dizendo essas barbaridades!

Não é justo condenar Bolsonaro simplesmente por ele ser autêntico nas declarações, alguém que não tem medo de câmeras para falar aquilo que pensa, alguém que se orgulha de ser honesto, temente a Deus e defensor da família. Outros, com discursinhos manjados, ensaiados e prenhes de hipocrisia proferem palavras doces, suaves e com solução para tudo, orientados por onerosos marqueteiros.
Vejo muitas publicações nas redes sociais com a hashtag “#elenão”, então pergunto: Ele quem? Um presidiário mimetizado por um fantoche; um chuchuzinho insosso; um invasor de propriedade privada; uma pretensa ambientalista que só dá as caras de quatro em quatro anos; um falso profeta; um cangaceiro desequilibrado?

Ouço também dizerem “tenho medo do Bolsonaro”. Eu, por outro lado, tenho medo é de bandidos, assassinos, traficantes protegidos pelos direitos “dos manos” — alguns presos pela polícia e quase instantaneamente soltos pela Justiça, delinquentes que matam, estupram e assaltam com requintes de crueldade. Temos de atentar para a realidade, precisamos escapulir da fantasiosa bolha midiática e percebermos que o Brasil está quase perdendo a batalha contra a violência e a corrupção. Corrupção, aliás, que mata mais numericamente pela falta de medicamentos, de leitos nos hospitais, de comida na mesa! Corruptos, portanto, são mais covardes e cruéis, que agem na sombra, dissimulados de lobos em pele de cordeiros, distribuindo bolsas esmolas a torto e a direito e cuidando para manter o país na quase lanterna do IDH porque a Educação, que tem um grande peso no cálculo desse índice é uma das piores do mundo, já que o conhecimento e a cultura do povão são sérios empecilhos à sua sede de poder. Um povo semianalfabeto não tem capacidade cognitiva para desmascarar embusteiros.

Tanto pior é que os conceitos antibolsonaro levarão inevitavelmente a disputa para o segundo turno, e em que pese a aluvião de políticos com os rabos presos se juntarem num bando sinistro a mais um “poste” do presidiário não ser sinônimo de vitória líquida e certa contra Bolsonaro, a batalha será muito mais difícil. Caso a turma do “vamos deixar tudo como está para ver como é que fica” vencer, mais um ditado deixo aqui registrado: “vai ficar do jeito que o diabo gosta”.

O que realmente importa nesse momento é tirarmos os bandidos do poder, pressionarmos o novo presidente a cumprir seus compromissos para reimprimir com letras auriculares o Ordem e Progresso na nossa Bandeira que nunca deveria ser vermelha e, pior, essa vermelhidão bolivariana sangrenta.

Publicado em setembro/2018