Aqui eu guardo meus escritos.

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Quem quer reforma política de verdade, relaxe e goze: não terá

Nani sintetiza numa simples frase o porquê não haverá reforma política para valer no país. Alguém acredita que os próprios políticos vão acabar com suas mordomias? O povo é o dinossauro da charge, que num plebiscito à vera seria favorável à aniquilação do meteoro (os políticos) que lhe traz diuturnamente a desgraça em forma de corrupção, roubalheira, dinheiro na cueca, mensalão, superfaturamento, etc.

Portanto, o estupro foi, é e será inevitável. Então, como diria Maluf…

Publicado em julho/2013

Estou projetando reunir figuras da República num imenso almanaque de suspense e terror

Adoro os personagens de Walt Disney desde que aprendi a “ler de carreirinha”. E ainda hoje, tendo já transposto o Cabo da Boa-Esperança há tempos, ainda me divirto com eles. Especialmente quando inventam nomes de figuras coadjuvantes, como por exemplo uma atriz idolatrada pelo Pato Donald – a Rebeca Nina; de um repórter de “A Patada”, Heleno Tícia; do banqueiro Emilio Nário; da firma de produtos capilares A.K.Alvície, etc. Estas derivações sufixais são mesmo deliciosas nos deliciosos quadrinhos.

Ligando coisa com outra, vê-se que a política brasileira é um imenso Almanaque Disney, com a diferença de os quadrinhos serem pervertidos e nada edificantes. É brincadeira bastante trágica! Pato Donald, Madame Min, Maga Patalógica, Tio Patinhas, Pateta, Peninha e centenas de outros personagens nos proporcionam risos saudáveis, mas Dil Má, Aloisio Merca Dejante, Gilberto Carva Lhufas, Henrique Cido Alves, e vários outros, só o que nos propiciam é aquele riso mórbido, que a gente opera para não chorar.

A coroa de Dil Má lhe foi outorgada por Luis Inácio Lula Bioso da Silva Cilão. No reino da fantasia existem figuras outras de meter medo no Tinhoso: José Sarney Henry Kecido, Renan Calheiros de Eiras e Beiras, Fernando Coller Deza, Paulo Maluf Anista, Fernando Haddad Vá dos Anjos K. Idox, Michel Temer Broso, Ideli Saltati Bitati, Aécio Neves Tal, Guido Mantega de Retida, Martha Supli Ciática, José Eduardo Cardozo Ando, Garibaldo Alves Truz…

Penso fazer um almanaque com esses tipos de figuras, pedindo ao Stephen King para cuidar do roteiro.

Publicado em julho/2013

ONU sugere comer insetos para reduzir a fome no mundo

A ONU (Organização das Nações Unidas) lançou em 13/5 um programa para incentivar a criação de insetos para combater a fome no mundo. E o cartunista Nani não perdeu tempo: hilária a charge!

Se eu aprender a fazer um bom guizado de mosquito economizarei bastante a conta do supermercado, principalmente no verão! Pena que caramujo não seja classificado na rubrica “inseto.” Depois de qualquer chuvinha, quilos e mais quilos dos moluscos proliferam como nuvens de cupins. Seria um maná.

Pablo Neruda era, além de escritor e poeta, também malacólogo, pessoa dedicada ao estudo dos moluscos. Se vivo estivesse, eu consideraria a ideia de lhe enviar de presente um caramujo que apareceu no meu quintal, dia destes. Sem exagero, devia pesar uns 300 gramas!

Publicado em julho/2013

Dilma, como eu, foi uma comerciante mal-sucedida. A pequenina, minúscula diferença é que ela virou presidente de todos os brasileiros, e eu, presido a mim próprio, apenas

 

O ex-presidente norte-americano Herbert Hoover (1929 a 1933), que viveu de 1874 a 1964, dizia: “Quando adoecemos, queremos um médico extraordinário. Se temos uma construção a fazer, queremos um engenheiro fora de série. Somente quando estamos na política é que nos contentamos com homens comuns”. A charge do Sponholz é uma brincadeira com a presidente Dilma Roussef, ex-comerciante que em 1995 montou duas lojas em Porto Alegre/RS para comerciar artigos populares importados do Panamá. Não deu certo. O negócio foi fechado em julho de 1996, segundo ela, porque “a gente esperava uma loja com artigos diferenciados, mas, quando ela abriu, era tipo R$ 1,99. Eram uns cacarecos”. A justificativa teria sido dada pela própria Dilma a Bruno Kappaun, dono de uma tabacaria no centro comercial Olaria, onde se instalou uma das lojas.

O chargista lembra a falência das lojas e a associa ao que, para ele, é a falência da gestão presidencial. Também fui comerciante mal-sucedido, e a bem da verdade continuei sendo um fracasso em todas as atividades que abracei, se considerado apenas o lado material. Mas minha incapacidade e falta de talento para gerir negócios, para ganhar dinheiro, só é prejudicial a mim mesmo e a meu filho caçula, único dependente que ainda não caminha com as próprias pernas, coisa que em breve o fará. Nunca pensei, por isso e mais alguma coisa, em assumir cargos de representatividade pública porque um político, desde um reles vereador a um presidente tem de possuir capacidade de gerir negócios públicos (mais complexos que os de uma lojinha), de auferir lucros, de viabilizar ganhos para a coletividade. Que tipo de gestor eu seria? Um malogrado!

Prefeitos, vereadores, governadores, presidentes, deputados, senadores teriam de ser notáveis no aspecto de empreendedorismo próprios, para depois emprestarem sua capacidade à causa pública. Mas isso pouco ocorre. Arrivistas da política, grande parcela destes agem justamente ao contrário, fazendo dos cargos públicos contrapontos à incapacidade. É sintomático que o Brasil, um país tão rico em recursos naturais, tão eclético em recursos humanos, esteja atravessando momentos de enormes dificuldades como soi acontecer!

Publicado em julho/2013

Joaquim Barbosa cumprimenta o Papa e ignora Dilma. Arde minha curiosidade sobre o motivo

Entendo que o ministro, presidente do STF, deveria ser cortês. Por mais que estivesse com a presidente atravessada na garganta, um aperto de mão não seria algo assim tão despropositado, e não o deixaria tão mal na foto. Não sei o motivo, ou os motivos, pelos quais ele está tão azedo com a presidente. Mas seja o que for, o episódio a fortaleceu, quando menos por ter sido exposta a tamanho constrangimento, especialmente num evento de natureza religiosa.

Por outro lado, penso que Joaquim Barbosa foi autêntico. Cidadão honesto, estudioso, homem prático e objetivo, avesso à hipocrisia reinante, ganhou simpatia da população brasileira. Por isso mesmo desperta a inveja de quem se julga dono do povo, de quem deseja instituir no país um reinado de mil anos. Não por acaso pipocam aqui e ali notícias vagas de comportamento antiético do ministro. Tudo refutado, esclarecido, como a última nota que dava conta de que ele teria comprado um apartamento nos EUA de maneira irregular. Foi forçado a provar incontestavelmente que o fez de forma legal segundo as leis daquele e do seu país, tendo declarado a transação no Imposto de Renda, como determina a norma. Obrigou-se inclusive a informar a origem dos recursos, acumulados ao longo de uma vida de trabalho em atividades lucrativas que um cidadão de sua capacidade profissional e intelectual faz jus.

Repito não saber os motivos do incidente. Mas que o ministro teve suas razões, parece evidente, e exercitou seu traço da personalidade avessa a dissimulação e pantomima.

Publicado em julho/2013