Aqui eu guardo meus escritos.

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Para honra e glória de belzebu

Considerando que Fernando Haddad é o boneco de ventríloquo do encarcerado Lula, um voto sequer que o “poste” obtivesse nestas eleições já seria por si um espanto. E o que dizer da possibilidade real desse poste se eleger presidente do país, isto é, de o Brasil e os brasileiros passarem a ser governados de dentro da penitenciária? Não há palavra que defina na plenitude a incredulidade abissal!

Como um Júpiter ensandecido disparando raios como símbolo de seu poder, Lula comanda o pleito de dentro da cadeia como se fora um homem livre, sob o beneplácito de uma Justiça que parece estar enfeitiçada pela luz do seu olhar, imobilizada pela própria audácia, como a perguntar: como pudemos prender um semideus?

O Brasil talvez nunca tenha produzido tantos novos-ricos no período iniciado em 2003 sob o petismo, nem enriqueceu ainda mais os que já existiam, sobretudo nunca viveu tamanha discrepância entre o que lhe era acenado com o efetivamente concedido. Pior: nunca foi tão vilipendiado! A traição se revelou brutal, inacreditável, estarrecedora! Um povo que apostou suas fichas na esperança a viu inteiramente desvanecida. Acabou-se o que era doce, voltou à estaca zero, teria de começar tudo outra vez, esperando que pelo menos pudesse tirar algo de útil da crise, certo?

Errado. Da latrina em que chafurdaram empreiteiros e políticos da Lava-Jato, da bandalheira que saqueou a Petrobrás deixando-a nos estertores, o dócil povo brasileiro parece não ter tomado conhecimento. Os coliformes fecais, ‘urinais e espermais’ que foram expelidos em cima desse povo talvez pudessem alertá-lo de que a pestilência teria o lado bom de fortalecer seu sistema imunológico, desencadeando um bombardeio químico contra os parasitas para que não se perpetuassem eternamente no pesadelo da bostandade em que se transformou a outrora pátria mãe gentil. Mas a Síndrome de Estocolmo, como alguns estudiosos da matéria concluíram, é realmente um fenômeno contagioso. Para honra e glória de belzebu!

Publicado em agosto/2018

Bolsonaro é censurado por ser sincero, mas a demagogia é louvada desde 2003

Quem nunca faltou com o respeito a uma mulher ou a um homem? Quem nunca disse em algum momento da vida palavras ofensivas a um negro, a um pardo, a um branco, a um mulato, a um índio? A um gay ou lésbica, a um trans, a um hétero? Quem nunca fez piada com as características proeminentes de alguém? Quem nunca foi infeliz em alguma declaração? Quem, dentre nós, tem a legitimidade de atirar a primeira pedra?

Será que somos tão perfeitos a ponto de não compreendermos as fraquezas e falhas dos nossos semelhantes? Será que se você fosse o tempo todo assediado pela imprensa, principalmente pela grande mídia manipuladora controlada por jornalistas doutrinados nas universidades pela esquerda destrutiva durante tanto tempo, também não seria infeliz em algumas declarações? “O pau que dá em Chico dá em Francisco”, mas os socialistas de araque contrariam o ditado (não me refiro aos progressistas intelectualmente honestos, cumpre-me ressaltar). Em conversa grampeada entre o chefão dessa turma do barulho — o condenado pela Lava Jato Luis Inácio Lula da Silva e o ex-ministro Paulo Vannucchi, gravada em março de 2016 pela Polícia Federal — Lula dizia que estava colocando Fátima Bezerra e Maria do Rosário, duas parlamentares do PT, para acompanharem de perto um dos procuradores que o investigavam, Douglas Kirchner. No diálogo, Lula se referiu às feministas do partido de forma grosseira e vulgar: “Cadê as mulheres do grelo duro do nosso partido?”, perguntou o condenado. E para a Ministra Rosa Weber, do STF: “Se homem não tem saco, quem sabe uma mulher corajosa possa fazer o que os homens não fizeram?”

Vozes hipócritas simplesmente amenizaram a fala do condenado. Uma escritora feminista (pesquisem no Google) defendeu Lula dizendo serem falas comuns dos nordestinos: “Essa expressão é muito utilizada no Nordeste e é sinônimo de mulher forte. Se Lula dissesse que um homem é ‘pica grossa’, por exemplo, não causaria nenhum espanto. Isso reflete o lugar destinado ao corpo feminino em nossa sociedade e quais são as qualidades impostas a esse corpo, tais como fragilidade e docilidade”.

Ou seja, “pica grossa”, “grelo duro” e “homem sem saco”, para esta feminista, são expressões corriqueiras e próprias para um diálogo político entre um ex-presidente e um ex-ministro, mesmo que reduzam as pessoas nominadas como tais a um pênis, um saco escrotal, uma vagina e um clitóris. Imaginem se ela teria a mesma opinião se fosse Bolsonaro dizendo essas barbaridades!

Não é justo condenar Bolsonaro simplesmente por ele ser autêntico nas declarações, alguém que não tem medo de câmeras para falar aquilo que pensa, alguém que se orgulha de ser honesto, temente a Deus e defensor da família. Outros, com discursinhos manjados, ensaiados e prenhes de hipocrisia proferem palavras doces, suaves e com solução para tudo, orientados por onerosos marqueteiros.
Vejo muitas publicações nas redes sociais com a hashtag “#elenão”, então pergunto: Ele quem? Um presidiário mimetizado por um fantoche; um chuchuzinho insosso; um invasor de propriedade privada; uma pretensa ambientalista que só dá as caras de quatro em quatro anos; um falso profeta; um cangaceiro desequilibrado?

Ouço também dizerem “tenho medo do Bolsonaro”. Eu, por outro lado, tenho medo é de bandidos, assassinos, traficantes protegidos pelos direitos “dos manos” — alguns presos pela polícia e quase instantaneamente soltos pela Justiça, delinquentes que matam, estupram e assaltam com requintes de crueldade. Temos de atentar para a realidade, precisamos escapulir da fantasiosa bolha midiática e percebermos que o Brasil está quase perdendo a batalha contra a violência e a corrupção. Corrupção, aliás, que mata mais numericamente pela falta de medicamentos, de leitos nos hospitais, de comida na mesa! Corruptos, portanto, são mais covardes e cruéis, que agem na sombra, dissimulados de lobos em pele de cordeiros, distribuindo bolsas esmolas a torto e a direito e cuidando para manter o país na quase lanterna do IDH porque a Educação, que tem um grande peso no cálculo desse índice é uma das piores do mundo, já que o conhecimento e a cultura do povão são sérios empecilhos à sua sede de poder. Um povo semianalfabeto não tem capacidade cognitiva para desmascarar embusteiros.

Tanto pior é que os conceitos antibolsonaro levarão inevitavelmente a disputa para o segundo turno, e em que pese a aluvião de políticos com os rabos presos se juntarem num bando sinistro a mais um “poste” do presidiário não ser sinônimo de vitória líquida e certa contra Bolsonaro, a batalha será muito mais difícil. Caso a turma do “vamos deixar tudo como está para ver como é que fica” vencer, mais um ditado deixo aqui registrado: “vai ficar do jeito que o diabo gosta”.

O que realmente importa nesse momento é tirarmos os bandidos do poder, pressionarmos o novo presidente a cumprir seus compromissos para reimprimir com letras auriculares o Ordem e Progresso na nossa Bandeira que nunca deveria ser vermelha e, pior, essa vermelhidão bolivariana sangrenta.

Publicado em setembro/2018

Motoqueiros apavorados também em Bom Jesus com a “cruz do anticristo”

Peça que estimulou a lenda urbana da hora

Uma mensagem que circula pela Internet está provocando medo e causando uma corrida dos proprietários de motos CG Titan 150, da Honda, às revendas. Aqui em Bom Jesus mesmo, várias pessoas acreditaram piamente no e-mail de um suposto ex-engenheiro que diz ter projetado uma peça interna do farol da moto no formato de uma cruz invertida. Ela seria o símbolo do diabo.

Segundo a Honda, a peça se chama “Clamp H 25”, é conhecida como “gabarito” e é usada comouma presilha dos cabos dentro da lanterna. Sua supressão de dentro dos faróis poderá ocasionar desgastes prematuros da fiação e até mesmo provocar curtos-circuitos, mas, assustados, os proprietários das motos têm procurado as revendas para a retirada da peça. Segundo o e-mail, que virou lenda em todo o país, o engenheiro trocou sua alma com o tinhoso para que a Honda vendesse muito a CG 150 (como de fato, é o carro-chefe das vendas da multinacional). O sinistro engenheiro disse ter convencido a fábrica a esconder muito mal es condida a peça plástica no veículo para que todos a encontrassem e pudessem exorcizar a motocicleta, livrando-se do mal que seria responsável pelas vendas avassaladoras, mas também pelos acidentes de trânsito envolvendo os condutores dessas motos fabricadas a partir de 2005.

O maligno é o álcool, o excesso, o descuido. Nem vale a pena comentar esse tipo de absurdo que vez ou outra aparece, onde a Internet é a via mais abrangente e eficaz para a difusão. Mas estão acontecendo fatos reais, estes sim, muito graves, com condutores de motocicletas. Três acidentes tivemos aqui recentemente, com vítimas fatais: um em lurú, envolvendo um vereador de Apiacá; outro na saída de Bom Jesus do Norte para São José do Calçado, ceifando a vida do jovem Fabrício, de 21 anos, e outro em Bom Jesus do Itabapoana, onde também um jovem veio a falecer.

Não estou afirmando, sequer insinuando, que estes casos tenham tido alguma relação com consumo de álcool ou excesso de velocidade, por que não sei. Mas cito-os como ilustração dos perigos a que estão expostos os condutores de veículos automotivos, em especial os de motocicletas, quando pilotam em alta velocidade e negligenciam as normas de segurança, sobretudo quando as conduzem alcoolizados. Segundo o especialista Marco Guedes, a motocicleta é o veículo amputador por princípio. “O motoqueiro cavalga a moto. Literalmente, ele a abraça com as pernas. Qualquer choque atinge primeiro as pernas do condutor. Seus membros inferiores são os para-choques da motocicleta. Segundo nossa estatística pessoal, 70% das amputações por trauma são provocadas por acidentes de moto”, afirma.

É preciso que haja campanhas contra esse mal particularmente perverso, que são os acidentes com motocicletas onde, via de regra, são tiradas vidas de pessoas ainda na primavera de seus sonhos. A preocupação com as lendas urbanas da cruz invertida e tantas outras é tão estúpida quanto a irresponsabilidade com que muitos tratam a própria vida

Publicado em julho/2006

Mais um projeto para o Rio Itabapoana. Que não seja, como sempre, efêmeras palavras escritas em suas águas poluídas

Em abril de 1995 começou a ser elaborado o “Projeto Managé”, criado pela Universidade Federal Fluminense a partir de uma solicitação feita à universidade por representantes das cidades limítrofes a Bom Jesus do Itabapoana, no Noroeste do R.J., e a de Bom Jesus do Norte, no Extremo-Sul do E.S., duas das que mais sofrem com os problemas ambientais do Rio Itabapoana. Lançado em 1997, o Managé foi um programa pioneiro que visava empreender ações integradas de ensino, pesquisa e extensão aplicadas à gestão pública, em prol do desenvolvimento regional sustentável da Bacia Hidrográfica do Itabapoana (264 km de extensão), integrada por 18 municípios dos Estados do Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

A UFF, no intuito de viabilizar todas as atividades do Projeto, além de desempenhar o papel de instituição coordenadora tinha como função exercer o de agente articulador, mediador e integrador nas instâncias política, institucional, técnico-científica e financeira, em parceria com órgãos federais, estaduais e municipais e com universidades brasileiras e estrangeiras, organizações não-governamentais e iniciativa privada. A duração estimada de 20 anos foi o tempo julgado razoável para que fosse estabelecida uma mudança das condições socioeconômicas, políticas e culturais que garantissem a sustentabilidade da Bacia.

Pouco ou nada se percebe, contudo, de melhorias para o rio, seja no aspecto da integração política pela busca de uma metodologia única para o portentoso objetivo comum aos 18 municípios, seja nas próprias ações efetivas de recuperação do importante manancial.
Agora, a notícia do projeto de criação do Monumento Natural Municipal das Cachoeiras e Corredeiras do Rio Itabapoana (MNCI) espera-se que não seja mais uma falácia e promessa vazia em face das eleições que se avizinham. Impedir novas construções de barragens do tipo PCH (para a geração de energia), frear a degradação do patrimônio fluvial, preservar flora e fauna e estimular o turismo e atividades de lazer não-predatórios em Bom Jesus soa demasiado agradável e, em maior proporção, desconfia-se.

A beleza de nossas cachoeiras e corredeiras, da topografia privilegiada, sobretudo as preservações do manancial para as gerações vindouras precisam urgente de lideranças honestamente comprometidas com a ideologia do respeito ambiental, sinceras na sensibilidade e na disposição ao trabalho com a mesma disposição com que lutam pela conquista ou manutenção dos cargos públicos.

Publicado em dezembro/2021

2022 deve ser igual ao que passou: “Eu não brinquei, você também não brincou”

É um dilema! Por um lado, a alegria reprimida que, em condições normais, já é enorme em face das vicissitudes da vida, amplificou em proporções abissais devido ao Coronavírus, que proibiu o povo sair de casa. Nada como o Carnaval para liberar essa torrente de frustações e, não menos importante, impulsionar a economia combalida. Coloco-me na pele desde a dos industriais da bebida, da hotelaria, dos operadores do turismo até na do vendedor de churrasquinho, de missangas e balangandãs.

Por outro lado, não se justifica ter prendido todo mundo em casa e liberar no Carnaval, festa pagã em que boa parte das pessoas livram-se das amarras sociais e interagem da forma a mais íntima possível, trocando salivas a torto e a direito e outros fluidos mais, o que contribuirá para a disseminação do coronga, se estiver — como deverá estar — à espreita. Aí, gente, a coisa pode desandar de vez. A conta do “fique em casa, a economia a gente vê depois” chegou. Salgada. Imagina se tiver de trancar todo mundo de novo!

Também não gostaria de estar na pele das autoridades deste país cuja política dá náuseas, uma vez que a hipocrisia é que reina, soberana, nesse palco. Como hienas que farejam freneticamente a carniça, utilizam a pandemia como palanque, não causando admiração se muitos torcerem para a mortandade do povo em proveito próprio caso seja seu desafeto o responsável pela liberação dos festejos de Momo.
Pelo sim, pelo não, acho que não devia ter Carnaval em lugar algum este ano. Mesma opinião de médicos, que afirmam que só devia ser realizado se, no mínimo, 80% da população estivesse vacinada (ideal seria de 90%, acentuam eles), lembrando que em 1/12 próximo passado, o esquema vacinal (2 doses) no Brasil encontrava-se no patamar de 63% e, pior: menos de 8% tomaram a terceira dose (reforço). Além disso, lembram também da 4ª onda que está afetando os EUA, países da Europa (Holanda, Alemanha, Áustria, entre outros) e Ásia.

“Aquela fantasia que eu comprei fica guardada, a sua também, fica pendurada…”

Publicado em dezembro/2021