Aqui eu guardo meus escritos.
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Esta charge do Nani, embora o próprio artista faça uma ressalva de que muitos podem não concordar (queremos nossos entes queridos distantes da dama da foice), aborda o terrível Mal de Alzheimer. Trata-se de um distúrbio neuro-degenerativo que provoca progressivamente o declínio das funções intelectuais, reduzindo as capacidades de trabalho e relação social. Mas é também uma doença cujos sintomas, sua gravidade e velocidade variam de pessoa para pessoa.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 25 milhões de pessoas sofrem do mal de Alzheimer. Essa é a primeira causa de demência nos países desenvolvidos, e os especialistas acham que se tornará a doença do século XXI, na frente da Aids, do câncer e das doenças cardiovasculares. O mal de Alzheimer é a principal causa de demência em idosos, leva à morte e atinge duas vezes mais as mulheres que homens. A neurologista Valéria Bahia, integrante da Sociedade Brasileira de Neurologia, explica que 0,2% das pessoas acima de 60 anos têm a doença. A partir dessa idade, a cada cinco anos, a incidência do mal de Alzheimer é dobrada. Os sintomas mais comuns são:
– perda de memória, confusão e desorientação
– ansiedade, agitação, alucinação, desconfiança
– alteração da personalidade e do senso crítico
– dificuldades com as atividades da vida diária como alimentar-se e banhar-se
– dificuldade em reconhecer familiares e amigos
– dificuldade em tomar decisões
– perder-se em ambientes conhecidos
– inapetência, perda de peso, incontinência urinária e fecal
– dificuldades com a fala e a comunicação
– movimentos e fala repetitiva
– distúrbios do sono
– problemas com ações rotineiras
– dependência progressiva
– vagância.
O Jornal “O Globo” publicou uma matéria informando que cientistas descobriram uma droga promissora para a cura da doença.
Publicado em maio/2013

O chargista Jarbas retrata o fato incrível de a intolerância ser usada contra a…, intolerância! Marco Feliciano, o deputado federal (PSC/SP) que preside a Comissão de Direitos Humanos da Câmara foi alvo de uma saraivada de acusações de ser homofóbico. O assunto ganhou todas e mais algumas manchetes, em todas e mais algumas mídias, em todos e mais alguns rincões do Brasil e até do exterior por várias semanas. Como pode presidir uma instância que está lá para defender os direitos humanos, cujas minorias são as mais desrespeitadas, se o deputado tanto desrespeita…, uma minoria!
Para mim, cada qual faz de seus furinhos, falinhos e falões o que bem entender. Não tenho nada com isso se duas mulheres resolvem unir as borboletas, ou se dois homens embainham mutuamente suas espadas. E, claro, repudio toda e qualquer forma de intolerância, seja religiosa, de raça, de orientação sexual, de marca do xampu. Isso quer dizer que repudio também os intolerantes como os do desenho. Foi só o rapaz começar a dizer que é a favor da felicidade para, à menção das duas primeiras sílabas as pessoas se precipitarem nas catilinárias verbais julgando que ia se referir ao deputado Feliciano.
E se fosse? Acaso ele não tem o direito de ser a favor do deputado?
Publicado em maio/2013

O educador e intelectual calçadense Edson Lobo me parabenizou certa feita por entender que contribuo pela Cultura. Eu lhe respondi “temos de perseverar”, pensando nos obstáculos que a dita-cuja enfrenta para fincar raízes mais profundas na incrível superficialidade comportamental de então. A Cultura, definida como tudo o que resulta da criação humana passa por preocupantes reveses. Se por exemplo o Big Brother da TV Globo é resultante da criação humana, então pode-se afirmar que Big Brother é Cultura. Logo, Cultura também é o ridículo, o baixo nível, a apelação, o egocentrismo, a fogueira das vaidades.
A obtusidade no Brasil atual alcançou nível inacreditável. A instantaneidade da informação, em vez de melhorar o nível cultural parece estar promovendo efeito inverso. Com a Internet, ninguém precisa “saber nada”, basta saber procurar. Apertam-se algumas teclinhas…, e pronto: já estou culto.
O ensino superior no Brasil, de uma maneira geral, está “supletivizado”, “mobralizado”, “projetominervalizado”, isto é, exercido perfunctoriamente, de modo ligeiro, superficial. Nunca, jamais, em tempo algum o diploma foi tão banalizado, a obtusidade tão diplomada, a ignorância tão com olhos de cigana oblíqua e dissimulada como a Capitu, de Machado de Assis. Há muito venho recebendo reprimendas de alguns leitores, censuras ao “vocabulário elaborado”, como um que colocou nestes termos, educadamente, para não ir direto ao ponto, deselegantemente, de que quero parecer erudito, o que definitivamente não sou.
Uma comerciante bom-jesuense-do-norte, dia destes, falou baixo, quase sussurrando, cheia de dedos, “que ela temia dizer”, e já dizendo, que “escrevo coisas interessantes, mas uso algumas palavras difíceis”. Tinha receio de que, em represália, eu parasse de entrar no seu estabelecimento. Receio infundado, até por sua simpatia e qualidade dos produtos que comercializa. Um pouco chateado, sim, fiquei, não pela repreensão, mas pelo nível cultural que ela revela, sendo eu não mais que mediano em português (honestamente, sem falsa modéstia).
Acontece que os textos jornalísticos não podem reproduzir integralmente a linguagem falada, até porque o papel — e as telas, hoje em dia — não reproduz os trejeitos e demais expressões corporais que potencializam ou suavizam a mensagem oral. Além disso, como se aprende em qualquer curso de Comunicação no primeiro dia de aula, tudo o que se deseja expressar tem um vocábulo adequado. Se quero escrever “ele é uma pessoa que só admite existir no mundo princípios antagônicos e irredutíveis, só o bem e o mal”, digo que ele é “maniqueísta”, economizando aí umas 20 palavras, uns 80 caracteres.
“Maniqueísta?!”, se escandalizarão meus censores. “Este cara quer dar uma de sabichão, de intelectual. O povão não entende essa palavra”, diriam os que profetizam um Aurélio 99% mais magro, um Caldas Aulete com corpinho de faquir, um Michaelis anoréxico. São desejos duplamente injustos. Diria até perversos: 1) os mais instruídos terão de descer ao nível dos menos; 2) desmotiva a luta pelo progresso cultural, passaporte da cidadania. Qualquer semelhança com o Brasil político de hoje não é mera coincidência.
Felizmente ninguém até então se queixou de não ter entendido perfeitamente o teor dos meus textos. Melhor: os que confessam admirar minhas mal-traçadas são em número bem maior dos que querem mutilar, humilhar, reduzir à míngua o idioma. Semelhante ao Russo de Vladimir Nabokov, nosso belíssimo português nos propicia mais provisão de acessórios,”o espelho de truques, o pano de fundo de veludo preto, as tradições e associações implícitas — de que o ilusionista local, com as abas do fraque a voar, pode valer-se magicamente a fim de transcender tudo o que lhe chega como herança.”
Temos de perseverar!
Publicado em maio/2013

Aqui, no Youtube, dois que reviram os conceitos: Princesa, a cadela vira-latas do mano Tadeu, e um gato da minha ex-mulher Ana Lúcia. Os moleques brincavam tanto que meu filho Júnior captou um dos intermináveis momentos em vídeo. A foto é da Internet.
Publicado em maio/2013

Nani é, para mim, um dos mais notáveis cartunistas brasileiros. Passei a me deliciar com seus traços nos idos de 1970/1980, principalmente na temática “futebol”. Na charge acima, em enunciado de duplo sentido, sortudo é o necrófilo que vai entrar numa “podre”, já que necrofilia é a perversão do indivíduo que viola cadáveres com objetivo sexual.
Seres humanos possuem as mais diversas e mirabolantes taras. O voyeurismo, uma desordem que consiste em observar às escondidas as pessoas se despindo ou praticando atos sexuais, é uma das mais comuns. Também o sadomasoquismo, uma combinação de sadismo (só se realiza se infligir humilhação ou sofrimento físico no parceiro) e masoquismo (o inverso; só se realiza submetendo-se à humilhação ou ao sofrimento) é bem comum também. A relação de desvios é extensa. Eis mais alguns:
Dendrofilia: Atração sexual por árvores, legumes, frutas, etc.
Pedofilia: Atração sexual de adultos por crianças.
Fetichismo: Perversão que consiste em exteriorizar o desejo não em relação a uma pessoa, mas a uma parte dela ou a um objeto de seu uso.
Froteurismo: Impulso irrefreável de se encostar em mulheres ou de afagá-las eroticamente em lugares públicos.
Exibicionismo: Exibir órgãos genitais a outras pessoas.
Hipoxifilia: o hipoxifílico sente atração por teor reduzido de oxigênio. Utiliza normalmente sacos plásticos amarrados na cabeça.
Coprofilia: Pessoa que se realiza sexualmente sentindo cheiros da flatulência do parceiro ou contato com fezes.
Urofilia: Variante da coprofilia, os parceiros se excitam urinando no outro ou recebendo urina.
Zoofilia ou bestialismo: Sexo com animais.
Emetofilia: Estimulação sexual ao vomitar em alguém ou receber, em si, o vômito.
Clismafilia: Excitação provocada na pessoa que introduz líquido no reto – enema.
Publicado em maio/2013