Aqui eu guardo meus escritos.

Obrigado pela visita.

Era lulista e dilmista: um fim melancólico, deprimente. Os bom-jesuenses bem que avisaram…

Em 2002, nas Eleições de outubro, Bom Jesus do Itabapoana mostrou-se premonitória: a população não quis saber de Lula, que perdeu aqui para José Serra no primeiro turno por 3.590 votos contra 2.771 do petista, que novamente levou uma sova no segundo turno por 11.234 em favor do tucano contra 8.428 de Lula. Com Dilma em 2010 se repetiu a premonição: perdeu para Serra por 9.798 x 6.707 no primeiro turno, e no segundo por 11.270 x 8.759.

A desgraça para o Brasil e dos brasileiros foi Bom Jesus ter sido minoria no clube iluminado dos que não queriam apedeutas e incompetentes no comando da Nação. O resultado de os brasileiros terem escolhido o “nunca antes neff paiff” e a mulher sapiens, aquela que faz ode à mandioca e acredita que atrás de toda criança há um cachorro oculto, é o que vemos: derrocada econômica, moral e ética. Reparem os de mais idade na fotomontagem aí da ilustração, se não é a iconografia inconfundível das ditaduras de esquerda mais horrorosas de que se tem noção, como a da antiga URSS, a da sepulta Alemanha Oriental, da Coreia do Norte, e outras mais? Era o que sonhava a turma da pesada instituir também no Brasil, ignorando solenemente que nossas cores são o verde e o amarelo e nunca, jamais, em tempo algum, o vermelho que remete a vergonha. Tanto isso é fato que esses que intentaram macular nosso Símbolo Augusto da Paz estão às voltas com a Justiça do país que lhes ofereceu a democracia e eles a escarraram com a torpeza dos crápulas, dos traidores.
Dilma, que só por milagre escapará do impeachment e provavelmente terá problemas com o Judiciário, e sobretudo Lula, atolado até o pescoço, são o retrato irretocável do medo, da amargura, do desespero e do ridículo.

Segundo a jornalista Eliane Cantanhêde, “o que já saiu não é nada leve, mas as denúncias mais pesadas contra o ex-presidente Lula ainda estão por vir. É por isso que Lula e seus advogados se antecipam, em busca de uma duvidosa proteção no Comitê de Direitos Humanos da ONU. No ambiente político, a sensação é de que foi um ato de desespero, indicando que Lula sabe que pode ser preso e estaria aplainando terreno para um futuro pedido de asilo político… … Os investigadores estão comendo o mingau pelas bordas, até chegar ao centro, fervendo…”. E arremata a jornalista: “O efeito prático da petição à ONU é remoto, ou nenhum. O comitê tem 500 casos, só se reúne três vezes por ano e está esmagado por guerras, atentados que matam dezenas e golpes de Estado sangrentos. Além disso, só acata pedidos semelhantes quando todas as instâncias se esgotaram no país de origem e Lula ainda está às voltas com a primeira instância. Conclusão: a ação é mais política do que jurídica. Já o laudo da PF é minucioso e bem documentado, criando uma dificuldade adicional para Lula: ele é suspeito de mentir sobre suas propriedades não apenas em seu depoimento às autoridades, mas à própria opinião pública. Difícil acreditar que não é dono do sítio que frequenta regularmente com a família, que recebeu uma reforma feita ao gosto do casal, que abriga os barcos para os netos e parte da mudança do Alvorada após o governo. Se mentiu, por que mentiu? Mais: Lula atacou Moro na ONU, mas se torna réu por um outro juiz, a muitos quilômetros de Curitiba. Vai alegar que há um complô dos juízes brasileiros contra ele? Porque são todos ´de direita´? Ou são todos ´tucanos´? Lula parece dar murro em ponta de faca, sem argumentos concretos para se defender e esgotando suas possibilidades não só de disputar em 2018, mas de liderar uma grande e saudável renovação da esquerda brasileira.”

Os cidadãos e as cidadãs bom-jesuenses foram visionários…

Publicado em julho/2016 

Carlos Borges Garcia: um bom-jesuense injustiçado

O ex-prefeito de Bom Jesus do Itabapoana, de 87 anos, é um personagem que não tem em vida o reconhecimento pleno que poderá ter na História, se inculcada nas pessoas por memorialistas com vontade férrea de alinhavar os remendos de consciência e os farrapos de informação e de cultura a que foi reduzida parte considerável da sociedade. Diferentemente de agora, em que a inversão de valores atinge o ápice da insensatez de cultuar ladrões e enxovalhar a retidão e o mérito, é possível que as gerações vindouras infiram o devido valor a esse homem indubitavelmente honesto, capaz, apaixonado por trabalho, mais ainda por sua cidade.

Muito já se escreveu e se falou sobre Carlos Borges Garcia, de suas fecundas realizações na iniciativa privada, sobretudo na administração pública. Aqui neste espaço fica registrada a convicção de que foi o prefeito mais realizador do município nos idos pregressos, aquele que imprimiu marca própria, inconfundível, em todos os quadrantes de Bom Jesus do Itabapoana e dos distritos, numa trajetória iniciada em 1962 (até 1966) como secretário de Obras do então prefeito Oliveiro Teixeira. De janeiro de 1967 a janeiro de 1971 foi vice-prefeito na chapa de Jorge Assis de Oliveira e prefeito quatro vezes: janeiro de 1971 a janeiro de 1973; janeiro de 1989 a dezembro de 1992; janeiro de 1997 a dezembro de 2000 e, por último, de janeiro de 2005 até outubro de 2006, quando se licenciou por questões de saúde.

Suas vigorosas arremetidas no quesito “Obras” o levou a construir a Secretaria de… Obras (Complexo Administrativo Adélia Bifano), para poder melhor interagir nas demandas bom-jesuenses, onde chegava religiosamente às 7 da manhã todos os dias. Nos tempos em que não se conhecia Dengue, Zika e Chicungunya, Garcia realizou a grandiosa conquista, para os padrões locais, da canalização do Valão Soledade, que acabou com o mau-cheiro e o visual deprimente de décadas (hoje, mais que nunca, de incalculável importância sanitária). Construção do Cais da Beira-Rio, Polo Industrial e Comercial da Nova Bom Jesus, Barragem de Pirapetinga, Passarela da Amizade, Praças e Logradouros, Escolas, Ginásios Esportivos, Laguinho, Urbanização, instituição do Transporte Universitário, entre outros, são feitos e implementos que formam a espinha dorsal do município, sua identidade cuja holografia é um estiloso CG .

Com um diferencial: ao invés do “rouba mas faz” que marca reputações de expoentes políticos deste e d´outros tempos imemoriais, Carlos Garcia poderia ter adotado o seguinte epíteto: Faz e não rouba. O dinâmico realizador foi um servidor e homem probo, de integridade moral irretocável, que até opositores ferrenhos reconhecem. Fosse ele forjado numa lavra de cidadãos oportunistas, dissimulados, adeptos do famoso jeitinho brasileiro, íntimos das firulas jurídicas, e principalmente tivesse enriquecido com a política, sua cassação e a do seu vice Paulo Sérgio Cyrillo muito provavelmente não tivesse acontecido. Ele foi punido por falar a verdade, sem rodeios nem subterfúgios: “Rifei um apartamento de minha propriedade. Um imóvel modesto, comprado com o resultado do meu próprio trabalho para angariar recursos para a campanha”. (A cassação se deu em março de 2008, com Garcia ainda em licença médica e Cyrillo no cargo).

Foi uma estocada brutal em quem fazia jus encerrar a carreira política de um jeito triunfante, esfuziante de consideração e apreço, mas que acabou de forma melancólica. Merecia Carlos Garcia ter-se recolhido ao recesso do lar e à algazarra de netos e bisnetos sem este absurdo dos absurdos que a desembargadora relatora do processo teria escrito no despacho sobre a rifa incidental: “É necessário zelar pela moralidade da administração pública… Admitir que um candidato tivesse financiado sua campanha com dinheiro sujo, e tenha acesso a um cargo eletivo desse modo, é considerar que o povo brasileiro possa ser representado por alguém desprovido de requisitos morais”, disparou a excelentíssima.

Acima da letra fria da Lei existem exemplos à mancheia de atos, atitudes e ações que a Justiça relativiza, chegando ao cúmulo de manter livre no país um cidadão que até um mês atrás seria preso pela Interpol no momento em que pisasse qualquer solo estrangeiro. Livre, dando cartas e jogando de mão na política. Já aqui, o sentido de gratidão, nos estertores, ferido de morte, recebeu recentemente, no dia 17/3 o tiro de misericórdia disparado pela Câmara de Vereadores ao rejeitar as contas de 2006 de Garcia. Foi a estocada final no “criminoso” que, além de se eleger com “dinheiro sujo”, sujou também as contas depois (embora o julgado, formalmente, tenha sido Cyrillo).

O “crime” apontado pelo Tribunal de Contas, que recomendou a rejeição referendada pelos vereadores foi a perda do prazo para entrega de documentos, burocracia que significou zero prejuízo para os cofres públicos. Mas o Legislativo, instituição eminentemente política que não é obrigado a cumprir tecnicidades produzidas pelo TC dobrou os joelhos e disse amem. Ao contrário de como fez em 2003, que em circunstância análoga foi contra o Tribunal e manteve o mandato do então prefeito Miguel Motta. Tomando emprestada a sentença de um jornalista, “tem gente que estuda cada vez menos sobre cada vez mais até saber nada sobre quase tudo”, a sensação que fica é que o mérito da matéria foi julgado com a severidade envernizada pelos interesses da política, que alguém já dizia ser a 2ª profissão mais antiga do mundo.

Carlos Borges Garcia, um dos que mais lutaram por exceções à regra, emerge dessa “segunda profissão mais antiga” com a altivez dos simples e grandes homens. Seu nome triunfante paira solenemente sobre a traição, a maledicência e as injustiças, ridicularizando as nulidades reinantes. E se perenizará como um destacado verbete grafado em bela página da História de Bom Jesus nas mentes e nos corações dos justos!

“Quem comete uma injustiça é sempre mais infeliz que o injustiçado”. – Platão

Publicado em março/2016 

Carlos Borges Garcia: fragmentos de uma biografia autorizada

Uma união estável e feliz. Na foto clicada em 20/12/1951, o dia do SIM. A partir da esquerda, casais Agostinho Boechat e Iracema Seródio Boechat; Agenor Boechat e Carolina Borges Boechat (pais da noiva); os recém-casados Maria José Boechat Garcia e Carlos Borges Garcia; Ana Elzira Borges e Josino Garcia (pais do noivo) e Carmozina Borges e Alípio Garcia Campos

A direção do Jornal Repórter amadurecia há algum tempo a ideia de produzir uma matéria de teor biográfico com o ex-prefeito de Bom Jesus do Itabapoana, Carlos Borges Garcia. Duas dificuldades, no entanto, se nos deparavam: a personalidade reservada, comedida, a simplicidade, o homem econômico de palavras, em cujas poucas que se conseguem convencê-lo pronunciar vêm sem nenhum paramento de indignação, de rancor, de retaliação. No dicionário de Carlos Garcia não existem adjetivos negativos fortes, nenhuma palavra pejorativa. Seu gestual denota um homem sereno, calmo, compreensivo, que transmite paz e segurança ao interlocutor. E muito embora não seja intenção do jornal difundir catilinárias, acusações e desagravos fora do contexto, de forma gratuita, faltarão detalhes significativos pelo lado da maledicência e do oportunismo dos arrivistas que fazem da política um meio de vida. Respeitamos, todavia, o modo de ser do “seu Carlos”, cuja sabedoria pode escapar à nossa percepção, talvez nos instigando a lembrarmos que o silêncio às vezes costuma ser mais eloquente que milhões de palavras.

Por outro lado, esse seu modo de ser favorece o entendimento, é típico de vários líderes carismáticos e respeitados, daí a reputação conquistada de se ter transformado num dos homens públicos mais importantes para Bom Jesus em sua prolífica seara cultivada ao longo de tanto tempo em prol de sua gente. Por ironia pode também tê-lo prejudicado na torpe injustiça cometida contra si justamente naqueles que pareciam ser os seus últimos anos de labor antes de pendurar as chuteiras e desfrutar da aposentadoria mais que merecida. Fosse Garcia forjado numa lavra de homens oportunistas, dissimulados, loquazes e mentirosos, adeptos do famoso jeitinho brasileiro, íntimos das firulas jurídicas, e principalmente tivesse enriquecido com a política (coisa muito comum hoje em dia), a cassação do seu vice Paulo Sérgio Cyrillo (na verdade a cassação do próprio Garcia, já que ele, Garcia, se encontrava em licença por questões de saúde), nunca, jamais, em tempo algum teria acontecido. Ele foi punido por falar a verdade, sem rodeios, sem subterfúgios: “Rifei um apartamento de minha propriedade, sim. Um imóvel modesto, comprado com o meu próprio trabalho, para angariar recursos para a campanha.” Bastava que ele fizesse como um famoso político paulista (sem o sotaque, claro): “Esse apartamento não é meu; essa assinatura não é minha.” Pronto. Resolvido. “Neste último mandato a gente sofreu muito. Rifamos um apartamento que era nosso. A gente nunca esperava isso do Miguel Motta. Tivemos de gastar dinheiro com processo… Foi tudo tão lamentável…”, disse a esposa de Garcia, Maria José. (Mais detalhes do episódio, aqui).

A segunda dificuldade seria a de não ultrapassarmos a barreira da objetividade e o limite da adjetivação, que poderiam soar piegas, já que nos sobra em admiração o que em Carlos Garcia parece faltar em noção da plenitude de sua importância como cidadão temente a Deus, exemplar chefe de família, hábil empreendedor e acima de tudo um homem público de têmpera, íntegro, dinâmico, idealista, ético e realizador como poucos. Tal como outros grandes vultos bom-jesuenses, Carlos Borges Garcia confunde-se com a identidade de Bom Jesus. Ele e sua cidade querida — pela qual dedicou cerca de 60 anos de trabalho ininterruptos — formam um único ser, em simbiose. A História lembrará às futuras gerações o conceito de probidade, de lisura, de disposição para o trabalho, de atenção sincera para com seu povo. Essas gerações terão apenas de acessar no banco de dados da história política e administrativa bom-jesuense o verbete Carlos Borges Garcia, que estará grafado numa de suas mais belas páginas.

Carlos Borges Garcia, nascido a 15/11/1928 em Bom Jesus do Itabapoana (completará, portanto, na mesma data da Proclamação da República, dia 15 de novembro próximo, 81 anos de idade), é filho de Josino Garcia de Figueiredo e Ana Elzira Borges Figueiredo. Casou-se em 20/12/1951 na Igreja São José do Avahy, em Itaperuna, com Maria José Boechat Garcia, tendo tido com ela quatro filhos: Carlos Alberto, Luiz Fernando, José Antônio e Carla, todos complementando o primeiro nome com o sobrenome Boechat Garcia. Seus nove netos são: Vitor Galo Garcia, Artur Galo Garcia, Fernando Couto Garcia, Felipe Couto Garcia, Isabela Freitas Garcia, Gabriela Freitas Garcia, Lúcio Garcia da Fonseca, Carolina Garcia da Fonseca e Lígia Garcia da Fonseca, que por suas vezes lhes deram três bisnetos: Pedro Henrique, Maria Eduarda e Matheus.

“Sou prima do Carlos, mas quando eu tinha 14 anos, não o conhecia, porque eu morava em Itaperuna e ele em Bom Jesus”, conta Maria José (imaginemos a dificuldade de comunicação e de transporte da época, segundo ela, idos de 1948). “Aí vim à Festa de Agosto em Bom Jesus, fiquei hospedada na casa de uns amigos no Barro Branco. Então o conheci, ficamos paquerando, mas logo em seguida ele foi para o Rio de Janeiro e só voltou em 1950, mas sempre me mandando cartas. E no Carnaval de 1951 ficamos noivos e nos casamos no dia 20 de dezembro daquele ano”, completa ela.

Um fato muito comum aconteceu também com o casal: os três primeiros filhos foram do sexo masculino, e nada mais natural que esperassem uma menina para completar o quarteto. “A gente já nem tinha tanta esperança, mas quando veio a Carla, o Carlos ficou num contentamento tão grande que não se cansava de repetir: ´ela é linda, como é bonitinha´”, conta Maria José. Aliás, os pais viveram e vivem em perfeita harmonia com os parentes. “Meus filhos, netos, noras e genro são muito esforçados, estudiosos. Não temos nenhum atrito familiar”, revela o patriarca. “Os filhos, a família, são a nossa maior alegria”, complementa a esposa.

A investida de Garcia no lado empresarial foi no ramo dos materiais de construção (o quase fanatismo pela realização de obras não é mera coincidência). A OACIL, loja de materiais de construção diversos e a CEMACO, de madeiras, foram duas das instituições que ele comandou por muito tempo com extraordinário tino comercial. Foi presidente do Centro Popular Pró-Melhoramentos de Bom Jesus por três vezes e três vezes presidente do Hospital São Vicente de Paulo, instituição vinculada ao Centro (hoje cada qual tem a sua própria diretoria). Foi também presidente da CAVIL (Cooperativa Agrária Vale do Itabapoana) e três vezes presidente do Rotary Clube, tendo recebido uma bonita homenagem em 2006 pelos “50 anos de rotariano.”

Na política, iniciou sua trajetória em 1962 (até 1966) como secretário de Obras do então prefeito Oliveira Teixeira. De janeiro de 1967 a janeiro de 1971 foi vice-prefeito na chapa de Jorge Assis de Oliveira. Foi prefeito quatro vezes. Seu primeiro mandato foi de janeiro de 1971 a janeiro de 1973; o segundo, de janeiro de 1989 a dezembro de 1992; o terceiro, de janeiro de 1997 a dezembro de 2000; e o último, de janeiro de 2005 até outubro de 2006, quando se licenciou por questões de saúde no mandato consagrado pelas urnas para ficar até dezembro de 2008. Das campanhas que participou, só perdeu a de 1982.

“Quando foi prefeito pela primeira vez ele ficou muito feliz. Teve muitas alegrias”, conta Maria José. Mas ela diz que as decepções também foram muitas. “Às vezes, amigos da gente, que trabalham com a gente, se separam, sem mais nem menos.” E conta um fato que a marcou especialmente: “uma pessoa que trabalhava conosco, inclusive na loja, nos deixou por causa de um adversário político e está com ele até hoje. Não tenho nada contra, mas a gente fica…”, não consegue completar as palavras de tristeza e decepção. E continua ela: “nas campanhas a gente fica muito impressionada com algumas coisas, mas não vale a pena comentar. A falsidade na política é muito grande; de 1 a 10, dou 10 para a falsidade. A gente tem muita decepção. Hoje em dia é tudo por interesse, não é não Carlos?”, procura a concordância do marido, que faz um gesto de mão como quem diz “deixa pra lá”.  A esposa complementa: “a vida é assim mesma. Tinha uma pessoa que estava trabalhando conosco, era companheira há muito tempo, mas o outro (adversário) deu mais um pouquinho e ele fingia que trabalhava pra gente, mas estava trabalhando pro outro.”

Em compensação, Maria José cita o batalhão de amigos cultivados, que para eles são mais que preciosos. “Nós temos muitos amigos. Até hoje a gente anda na rua e as pessoas falam que o Carlos está muito bem, e que até pode voltar para a prefeitura ainda (risos). São tantos…”, dá uma pausa para consultar a memória. “Dos que já se foram, o médico Rubens Madalém foi um fiel amigo. O Jorge de Assis…, o Oliveira Teixeira…, o deputado Roberto Silveira, grande destaque na política…, ih.., são tantos que já se foram…, às vezes a memória não ajuda”, destaca Maria José. Dos amigos vivos, o casal prefere não citar nomes porque, sendo grande a quantidade, pode haver o risco da injustiça de uma omissão.

Sobre a política atual, Maria José é taxativa: “acho errado colocar uma pessoa que não ganhou (as eleições)”. E aponta um líder atual que admira: “hoje, se eu pudesse votar, votaria no Paulo Sérgio Cyrillo, porque eu o achei muito bom, trabalhou direitinho. É um bom candidato”. Sobre o próprio futuro político, Garcia admite: “Estou com mais de 80, próximo a 81 e já cansado para assumir função pública. Não assumirei mais.” Dá uma pausa e ressalta: “Mas gosto de participar.”

E a propósito do que disse o marido, Maria José relembra: ” Carlos todo dia estava às 7h da manhã na Secretaria de Obras. Depois ia para outros setores e ficava no gabinete. E quando voltava às 8h da noite, ainda recebia gente que vinha procurá-lo. E ele sempre atendia a todos com muita paciência. Até hoje ainda vem gente conversar com ele aqui em casa.” E censura: “É muito errado o prefeito não atender o povo. Na época da campanha agrada todo mundo, então deveria reservar uns dois ou três dias da semana para atender o povo, porque na hora de ganhar o voto… As pessoas ficam até mais satisfeitas com a atenção do que se dessem alguma coisa para elas. É uma falta de humanidade. A pessoa chega e não é atendida? O que é isso? Mesmo que para dizer um não, tem que receber as pessoas.”

Finalizando, Maria José economiza nas palavras: “a gente pede a Deus que nos dê saúde e um bom futuro para o nosso povo.”

 

DEPOIMENTOS

Um homem que marcou a história de Bom Jesus

Presidente da Cavil, José Fontes

“Conheço o Carlos há praticamente 60 anos. Em todas as eleições em que ele foi candidato eu votei nele. Tenho o maior respeito por ele como homem, chefe de família e principalmente como político. Especialmente nos dias de hoje, ele é um exemplo de político honesto, sério e principalmente competente.

Fui presidente da CAVIL de 1979 a 1985. Em 1985 decidi não assumir cargo nenhum na Cooperativa. E indiquei o Carlos em 1985, e como era propósito meu, não fui mais diretor da Cooperativa. Mas em 1991 cheguei uma tarde em casa e estavam lá na minha varanda o Carlos Garcia, prefeito de Bom Jesus do Itabapoana, o José Vieira de Rezende, prefeito de Calçado, o Tadeu Batista, prefeito de Bom Jesus do Norte e o Aladir Chierice, prefeito de Apiacá. Eu até me espantei com quatro prefeitos na minha varanda. Então eles disseram que foram me intimar a ser presidente da CAVIL outra vez, porque a diretoria havia renunciado. “Então pensamos em você assumir numa época em que a cooperativa está em crise.” Mas eu falei que não queria, que havia prometido à minha mulher. Então ela apareceu e disse: “por mim você está liberado. Aí meus argumentos foram por água abaixo.” Então eles disseram: “vá tomar o seu banho que só sairemos daqui depois de ouvirmos o ´sim´.”

Tenho uma ligação muito grande com o Carlos. Em dois mandatos eu era o presidente do PL, partido que mais deu votos a ele. Nós elegemos o segundo mandato do Carlos, o mandato seguinte do Moreira (ex-prefeito Álvaro Moreira, apoiado por Garcia) e o terceiro do Carlos. Ele é um homem que marcou a história de Bom Jesus. Em qualquer canto do município que você for você vai encontrar obras de Carlos Garcia. Foi o homem que mais vestiu a camisa de Bom Jesus. Só peço a Deus que lhe dê muitos anos de vida e à sua família, porque a imagem dele só nos ensina, ele é um professor, que Deus o mantenha por muitos e muitos anos ainda para continuar nos ensinando.”

Com ele era sim, sim, não, não

Ex-vereador José Antônio Rangel

“O Carlos foi uma novidade na política, porque era um cidadão com o pensamento dele, de fazer política séria. Não era elemento de agrados, de afagos, que normalmente os políticos fazem. Era sempre muito positivo, até meio autoritário. E ele estava certo. Porque na história de Bom Jesus, até hoje, é o único que conseguiu quatro mandatos de prefeito. Então é um homem que soube fazer política, soube fazer amigos. É um administrador extraordinário.

Um homem que tem sua vida marcada no Centro Popular, no Hospital, no Rotary (foi um dos fundadores), na CAVIL. É um elemento que viveu e vive pela comunidade, se sacrificou muito por essa comunidade, até sua própria família, para se dedicar às coisas de Bom Jesus.
Ele realizou muita coisa, andou em dia com os compromissos da prefeitura, fez muitas obras importantes, como a do Valão Soledade e aquela praça maravilhosa (da Bíblia). Acho que nenhum administrador consegue fazer uma obra desse porte. No seu primeiro mandato fez o cais da Beira-Rio, uma obra que até hoje marca a administração. Fui líder dele na Câmara, e tenho muito boas lembranças dele. Quero parabenizar o jornal, porque é muito bom homenagear um cidadão ainda em vida. O jornal vai marcar um grande tento.

Ele tinha umas tiradas interessantes, aquelas suas expressões, era muito franco, não deixava para amanhã. Com ele era sim, sim, não, não. Isso foi uma das coisas que marcaram sua vida e angariavam o respeito de todos. Quando ele dizia que iria dar um jeitinho você podia ficar tranquilo, mas quando dizia não, dizia com muita tranquilidade, não tinha cerimônia. Sou muito feliz por ser amigo dele de 30, 40 anos e até hoje tenho o prazer e a satisfação de ser muito ligado ao Carlos. Diziam até com muita ironia que eu era o testa-de-ferro dele. Mas não era. Eu sempre fui amigo fiel. Porque é uma pessoa que todos admiramos muito e Bom Jesus deve muito a ele. Todas as vezes que ele empunhava uma bandeira eu estava junto.”

É um homem exemplar na vida pública

Advogado e ex-vereador Luciano de Souza Nunes

“Comecei na política em 1970 e aprendi a fazer política com o Carlos Garcia. Aprendi a respeitar e a seguir os seus conselhos devido à sua integridade, altivez, sua probidade, um cidadão de serviços prestados que não tem outro igual. Tive uma fidelidade com ele desde 1970 até quando largou a política. Aliás, não sei se largou, de repente volta. É um homem exemplar na vida pública. Temos uma história em Bom Jesus que se chama Carlos Garcia. Ele foi penalizado por ser uma pessoa honesta, que não fez negociação com ninguém, com nenhum grupo político. Ele dispôs de um bem que pertencia a ele. E ele foi penalizado por ser um homem de bem, não mentiu, falou a verdade.

Quando a pessoa ia conversar com o Carlos Garcia, tinha de fazer um exame de consciência antes; se aquilo que ele ia conversar era para um bem individual ou um bem coletivo. Se fosse pedir algo para si, recebia um não na hora. Mas se fosse para a coletividade, o Carlos Garcia atendia e quando não atendia dizia o porquê.”

Foi o melhor patrão que tive

Ex-vereador Celso de Rezende Teixeira

“Trabalhei com Carlos Garcia por mais de 15 anos. Sem dúvida alguma foi o melhor patrão que tive em meus 48 anos de vida. Aprendi muito com Carlos Garcia através de seu exemplo de homem íntegro, honesto, bom chefe de família, empresário bem-sucedido e modelo de dedicação ao povo de Bom Jesus. Recordo-me que certo dia manifestei minha preocupação com os riscos que ele corria em avalizar para tantas pessoas. Ele me respondeu: ´Celso, não posso deixar de estender a mão a um companheiro que passa por um momento difícil e precisa do meu aval. Porque se por falta desse aval ele vier a perder o seu comércio, o seu ganha-pão, seus filhos, ao me virem passar, poderão dizer: lá está o homem que negou ajuda ao nosso pai. E isso eu não posso permitir que aconteça´, decretou Carlos Garcia.

Muito me honra ter sido seu funcionário, seu parceiro político, dando minha parcela de contribuição em algumas conquistas eleitorais de Carlos Garcia, trabalhando com entusiasmo em campanhas memoráveis, tendo sido inclusive o tesoureiro de sua campanha a prefeito em 1998. Rogo a Deus que conceda muita saúde a Carlos Garcia, para que possamos continuar a contar com sua liderança em conquistas maiores para o povo bom-jesuense.”

É necessário que os nossos jovens que não conheceram o Carlos Garcia, tenham a oportunidade de conhecerem esse valor, esse patrimônio político

Ex-vereadora Maria Áurea Mansur Hobaica

“O Carlos Garcia é um modelo de político porque preenche todos os requisitos. Primeiro a família, o respeito, a religiosidade, ele e sua esposa são pessoas religiosas, de uma tradição familiar. Seu pai Josino foi um grande negociante, um grande político. O Carlos estudou, foi para o Rio (de Janeiro), aprendeu, foi o primeiro a conhecer e a produzir o leite B. Sempre grande empreendedor. Na época que o hospital esteve no auge, foi quando ele foi presidente do Centro Pró-Melhoramentos e do próprio hospital. Em tudo o que ele entrou, foi bem-sucedido, porque também teve a sombra da esposa. A mulher dele sempre deu aquela sustentação, aquele equilíbrio familiar. Nenhuma primeira-dama foi tão eficiente no trabalho social do que dona Maria José realizou. Ela é aquela pessoa dinâmica, sempre ao lado dele, mas sem interferir, sem se preocupar em aparecer. A preocupação dela foi sempre dar o equilíbrio.

O Carlos é um patrimônio político de Bom Jesus. Até quero cumprimentar o jornal pela feliz ideia, porque é necessário que os nossos jovens que não conheceram o Carlos Garcia, tenham oportunidade de conhecerem esse valor, esse patrimônio político. É importante que os jovens vejam que existem políticos honestos, idealistas. Eu me lembro que ele sempre falava: meu partido é BJI — Partido de Bom Jesus. Ele nunca teve a preocupação se era esse ou aquele governador (do estado). Ele queria se relacionar bem com todos para conseguir as coisas para Bom Jesus.

As maiores características de Carlos Garcia são a honestidade, a integridade, e ser um grande administrador. Ele gostava de fazer obras, foi um grande fazedor de obras. Até aquela parte que ele organizou no município, os distritos, os morros (Pimentel Marques não tinha ruas calçadas, ele fez escadarias, deu dignidade àquele povo). O objetivo maior dele era fazer por Bom Jesus. É muito difícil ter um político tão honesto quanto ele. Ele tinha um grande espírito de equipe. Ele decidia, mas tinha a qualidade de ouvir. Ele tinha o sentido de equipe. Muitas vezes voltava atrás nas decisões para ouvir seus colaboradores. Ele tinha conhecimento de tudo. Conversava com os secretários. Queria saber de tudo o que estava acontecendo. Quando ele chamava uma pessoa (para ocupar algum cargo) é porque era da confiança dele. Mas ele tinha de ter conhecimento de tudo o que se passava. E fazia questão de ouvir também o povo. Ele estava sempre disposto a atender e ouvir as pessoas. Ele não ficava só no gabinete. Ele visitava as obras, conversava com os funcionários, tinha uma dedicação, não gostava de ponto facultativo. Ele foi um grande administrador.”

A gente sente a falta de apoio que a Justiça negou a esse homem. Mas sua integridade é tão superior que ele não se importou com isso

Ex-servidor do Estado do Espírito Santo, ex vice-prefeito e ex-prefeito em exercício Paulo Sérgio do Canto Cyrillo

“Tenho um assunto interessante para comentar. Já há bastante tempo, antes de me tornar candidato a vice-prefeito, eu era funcionário da Fazenda do E.S., naquele momento eu era chefe da fiscalização no E.S., divisa com o R.J. Num determinado momento eu estava no Pitucão almoçando com alguns colegas chefes do E.S. e encontrei lá o prefeito Carlos Garcia. Apresentei meus colegas a ele. E quando o Carlos Garcia ia saindo ele me falou: ´Olha, Paulo Sérgio, seu lugar não é lá não, seu lugar é aqui em Bom Jesus (do Itabapoana). E depois fui convidado a ser vice na chapa dele. Ganhamos a eleição trabalhosa em 2004. Mas ele já vinha debilitado, até que num determinado momento ele me pediu que queria descansar um pouco. Assumi, toquei o barco, tentei melhorar o que pudesse. Mas em determinado momento recebo uma cassação.

Mas eu vi a Justiça caçando na verdade o Carlos Garcia, e aquilo me deixou muito decepcionado, porque Carlos Garcia sempre foi de uma integridade moral inatacável, indiscutível. E eu tive de entregar o mandato. Pela primeira vez na história de Bom Jesus um prefeito foi cassado, justamente um dos que mais lutaram politicamente pela cidade: Carlos Garcia. Foi um absurdo! E o maior dos absurdos foi quando uma relatora do processo, uma desembargadora, que, parece claro, não deve ter visto, muito menos ter conhecido Carlos Garcia, escreveu no seu despacho sobre a rifa de um apartamento dele — não tomou dinheiro de ninguém para comprá-lo. A relatora disse: ´É necessário zelar pela moralidade da administração pública. Admitir que um candidato estivesse financiando sua campanha com dinheiro sujo, e tenha acesso a um cargo eletivo desse modo, é considerar que o povo brasileiro possa ser representado por alguém desprovido de requisitos morais.´

Olha, isso é um absurdo! Se essa desembargadora refletisse no que ela escreveu, tenho certeza de que até ela iria se arrepender. Porque o Carlos Garcia sempre foi uma pessoa íntegra. E a prova disso é conversar com ele, ver o que ele tem hoje, tendo sido quatro vezes prefeito. A gente sente a falta de apoio que a Justiça negou a esse homem. Mas sua integridade é tão superior que ele não se importou com isso. Ele é uma pessoa humilde. Mas eu fiquei revoltado quando li aquilo. E não pararei de falar não. Vou aguardar um determinado tempo e aí vamos começar a cobrar. Não vou abandonar a política porque fui convidado por Carlos Borges Garcia, e vou continuar honrando o convite que ele me fez.”

Publicado em setembro/2009 

Um deserto sombrio de ideias. Continuamos a ver velhos santinhos com novas roupagens

A temporada de caça aos votos é a desenvoltura da dissimulação. Claro que não se pode desejar que de repente comecem a dizer “verdades desfavoráveis”, mas este senso pernicioso se sofisticou e se personificou tanto na grande maioria dos políticos, que uma e outros se tornaram indissociáveis. Mesmo a juventude (imaginem a velhitude) está cansada, extenuada com as obsoletas, anacrônicas e vãs promessas disso e daquilo, de extinção da pobreza, da violência, do analfabetismo funcional. Quantos milhões de iris cintilaram em épocas pretéritas apenas com a imaginação de quão lindas, maravilhosas e funcionais se tornariam suas cidades, seus recantos, prometidos por aqueles que produzem maravilhas somente para seus egos cêntricos e centros de seus egoísmos.

No mais, tudo continua a Deus dará, como sempre foi, é, e sempre será. Até a criatividade e o preparo intelectual havidos aqui e acolá foram abduzidos, para acentuar o desgosto da plebe que ao menos alimentava sonhos com enunciados palanqueiros bem alinhavados, consistentes, com um simulacro de conhecimento dos problemas e uma boa tese para resolvê-los. Mas qual! Continuamos a ver velhos santinhos com novas roupagens acenando merenda de qualidade (como se não fosse obrigação), aumento de servidores nos dois sentidos (salarial e inchação da máquina), terraplenagem, uma creche, umas pedras nas ruas, uma pracinha e um grande etcétera de minudências.

Não se ouve um discurso, um papo que seja amparado em convicções ideológicas, no pragmatismo realizador que deveria possuir todo homem e toda mulher que almejam cargos públicos. E sua excelência, o eleitor, continuará dando a sardinha para a foca antes de ela mostrar talento para realizar o truque. Pergunte a algum candidato aqui da região sobre os problemas macros de cada um de seus municípios. De como Bom Jesus do Norte pode amenizar os sintomas causados por sua alta densidade populacional urbana, por exemplo? De como sua vizinha homônima melhorará a infraestrutura de mobilidade e o que fazer para atrair investimentos? Vasculhem em algum outro município se algum candidato tem pronta uma diretriz, um plano de ações conjunturais capaz de tirá-lo do marasmo, da mesmice, transformando aquela foto vintage batida com flash incandescente em outra clicada numa Canon Eos digital.

Uma máxima para amplificar o ceticismo do articulista: “Se há algo que abala os formadores de opinião é constatar que quanto mais escrevem e falam, menos opinião formam”. Numa sociedade utópica, onde não existissem churrascos e cervejinhas, Flamengo, feriados e novelas…, talvez fosse possível mudar!

Publicado em setembro/2016

Duelos em Itabapoana Valley – IV

 

APIACÁ CITY
O cowboy Bethin “The Kid” é xerife do condado há six years. A primeira vez que The Kid assumiu foi em fins de 2010, muitos lembrando-se da escaramuça que derrubou Keres Joseph. Este era o xerife de Apiacá City, cargo que ganhou nas elections de 2008, mas o terrível pistoleiro The Kid acertou uma saraivada de balas, depois do duelo, em Keres Joseph, com o auxílio da mira telescópica da Electoral Justice, que considerou Keres Joseph um fora da lei por ter supostamente comprado munição (votos) de forma ilegal.

Pois bem: Bethin The Kid “xerifou” nos últimos four years por ter sido re-elected, e portanto não pode manejar seu arsenal diretamente now. Mas doou as armas a seu xará Bethin Mirando, que vai para o front com a ex-secretary de Social Action, Rose Anne, e contará ainda com o revólver de aluguel do famoso matador Allan Dirck, ex-xerife, entre outros colts, Smiths and Wessons, etc.

Ocorre que Carl Magnum Oliver, apelidado K.K. (Kid Killer), que foi camarada de Bethin The Kid nas elections de 2008 como vice-xerife, logo em seguida rompeu relactions, tornando-se um forte rival. Então K.K., que por pouco não venceu o combate com The Kid em 2012, disse que não deixará barato para Mirando e Rose Anne, preparando sua brava wife, Heidy Lane, para acompanhar como vice um pistoleiro que vai se apresentar first time nas pradarias de Apiacá City: your name is Phabrice du Post.

Phabrice reuniu, além de K.K. (que vai se tornar um atirador ainda mais perigoso ao defender sua woman), alguns pistoleiros igualmente sinistros, como o próprio Keres Joseph, que está com gosto de sangue na boca desde 2008, bem como outros com a faca entre os dentes. Du Post, portanto, terá dificuldade em justificar uma possível derrota, pois “combustível” não lhe faltará.

Também em Apiacá City há um terceiro homem em conflito, que é o Doctor Roy, pistoleiro tão genuíno que até o nome real remete a bang-bang, sequer permitindo ao cronista tupiniquim fazer um trocadilho yankee. Interessante é que também ele escolheu uma woman para lhe acompanhar os passos, acender a fogueira para o bule, cerzir as  t-shirts, essas coisas. O nome dela é Ann Beatrix.

GOOD NORTH OF JESUS
O clã liderado pelo legendário ex-xerife, ex-deputy e ex-president do Tribunal of Counts E.S. State, Humbert Mess, resolveu colocar na linha de frente o filho dele, Mark Mess. E Mark vai muito confiante para o combate com sua vice Angel K. Bathist, inclusive porque atraiu para o seu lado um até então inimigo histórico do clã, o terrível pistoleiro que também foi xerife: doctor Ted Elbah Tist.

Parecia até pouco tempo atrás impossível Ted Elbah Tist aliar-se a essa força, já que ele e Humbert Mess nem sequer se tratavam pelos nomes, como inimigos ferrenhos que eram. Inclusive, na batalha anterior de 2012, Ted Elbah Tist duelava justamente contra Mark Mess, que era vice do tio, Ubald, por sua vez irmão de Humbert. Naquela ocasião, Ted Elbah Tist lutou com unhas, dentes e demais protuberâncias em favor de Peter Chats, inclusive cedendo a Chats o próprio filho Djangorson, como vice.

Mesmo assim não deu; Ubald levou. Especulo que até o forasteiro Doctor Ad Masterson, que igualmente havia ganhado de Mark Mess em 2008 quando Mess vinha na linha de frente, também se engajou. Mas careço de confirmation, coloquei aqui mais pela brincadeira com o nome de William Barclay Bat Masterson, lendário personagem real do velho oeste americano que inspirou até música.

But, contudo e todavia, tal e qual um abnegado Franco Nero, o pistoleiro Anthony Gualhan promete disparar sua metralhadora e resistir até a última bala, colocando-se como alternative. E conta com o auxílio de uma pistola bem lustrada, embora pouco barulhenta, de Faust Baptist, que não foi xerife mas exerceu important political functions no condado. Além de Gualhan, um tal Saloon Thiel também se apresentará no duelo, assim como Mark Hon Daexcel , Fabhin Domanec  e  Aloys Texan.

SAN JOSÉ DEL CALÇADO
Joseph Karl havia ganhado milagrosamente em 2008 do pistoleiro de olhos frios, porém azuis com as águas do oceano, Blue Eyes All Mars. All Mars estava tão seguro da vitória, e seu adversário para ele tão insignificante que, ferido mortal e irremediavelmente naquela contenda, fez lembrar uma das cenas mais famosas do western, protagonizada por Henry Fonda e Charles Bronson no clássico “Era uma vez no oeste”, do diretor Sérgio Leone. Foi quando os olhos azuis ultramarinos de um Fonda tombado, perplexo, agonizante, fixaram os de Bronson, que o havia atingido no memorável duelo, e balbuciou: “who are you?”.

Joseph Karl, porém, recebeu o troco em 2012, fulminado pela bela amazon Lili Ann. Ele não perguntou “quem é você?”, pois já a conhecia, e ao marido desta, o ex-xerife Jeff Spad Bulls, mas certamente também ficou surpreso até por ter recebido poucos tiros a mais. E neste ano Karl irá novamente para a frente da batalha disputar, juntamente com o vice The-The, contra as forças de Lili Ann, representada pelo Teacher Cyro e seu vice Antery Anteror Dibrow. Também o ágil pistoleiro Anthony, mais conhecido como Kuik pode produzir uma carnificina no palco da batalha, que terá ainda outro contendor, um tal Bodok.

GOOD ITABAPOANA JESUS

Save Sboy é o representante da situação, comandada pela atual xerife Mary Grace Mott — a White Mott — e pelo marido desta, o ex-xerife com cara de bad, Michael Mott. O ex-governor del state, Serg Cab All e o atual governor licenciado Lux Ferdinand, também conhecido como Big Foot são os maiores apoiadores.

Mas Save Sboy terá de medir forças com os preteens Robert Tatoo e Paul Cyrill Jr. Tatoo será o pistoleiro principal, seguido do vice Jr., que vem a ser filho do ex-xerife Paul Cyrill. E com as bênçãos materiais deste mais vigoroso apoiador, juntamente com as bênçãos também dos ex-governors Anthony Little Boy e sua wife Rose-inh Little Boy, conclamando terem, além do mais. os louvores espirituais de Carl Garcy, o maior xerife que existiu no condado (recentemente dead), Tatoo e Cyrill Jr. terão de lutar com o young Save Sboy, mas também com pistoleiros veteranos, como o old man Paul Port e Sam Júnior (este, acompanhado do seu vice Maurice Sza Non).

Paul Port foi xerife e federal deputy, e embora exerça na atualidade atividades de doctor in health, promete realizar o inverso desse seu mister na linha de frente: matar. Para isso, terá ao seu lado o vice Carl Neil , além do apoio do very, very, very old governor in exercise, Francis Door Nels.

Good luck to everyone.

Publicado em setembro/2016